sábado, 8 de agosto de 2009

Chuva...

Noite de chuva em que o céu quase se abriu, em que a escuridão quase virou claridade, em que Deus quase se fez ver sobre a Terra e sobre a cabeça dos homens...
Naquela noite de chuva caminhava triste pelas ruas assombradas por almas defuntas pois não se via viva alma pelos caminhos onde vagueava em busca de um rumo, de uma resposta embora até mesmo eu não soubesse qual a pergunta que me fazia procurar nem o que procurar, apenas andava, andava desejando encontrar algo intenso como a vida, vivo como uma criança que acaba de vir ao mundo soltando o seu primeiro choro dizendo à sua maneira que nasceu...
Caminhei por troços sem fim com cruzamentos e entroncamentos, becos e ruas sem saída sem ver ninguém que fosse visível ao meu olhar... Caminhei, após muito caminhar encontrei uma luz brilhante e intensa, branca e imensamente luminosa, luz que apareceu no meu caminho e me mostrou que tudo não tinha passado de uma noite de chuva em que o céu quase se abriu mas afinal continuou como sempre tivera sido...
Porque tudo não passou de uma noite e o dia voltou a nascer...

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